terça-feira, 1 de abril de 2008

Sinopse da Altaneiros - Carnaval 2008

G.R.E.S.V. Altaneiros do Samba

Enredo: Xirê - O Samba é Gira, a Gira Roda, o Negro Samba, Deita e Rola no Terreiro da Altaneiros

Justificativa

O presente enredo fora concebido, como parte das comemorações alusivas aos 120 anos da Abolição da Escravatura, que se consolidou no dia 13 de Maio de 1888, a chamada ”Lei Áurea”, que foi assinada pela Princesa Isabel de Bragança, às vésperas do Brasil se tornar uma República de fato e de direito. Os negros muito contribuíram para a formação do povo brasileiro, muitos advindos da África Ocidental em sua maioria, trazidos ao Brasil, como escravos, trouxeram consigo, as tradições religiosas e sócio-culturais de seus ancestrais, conforme a Nação ou grupamentos étnicos a que pertenciam. Os mesmos, influenciaram e imprimiram seus costumes nas mais variadas esferas da composição social brasileira, desde os primórdios anos do colonialismo português, perpassando pelos tempos do Brasil Império, perpetuou-se tais costumes até os dias atuais. O Nosso Enredo pretende enfocar tão somente, as manifestações dissidentes da cultura Afro, que incidiram e foram decisivas para o surgimento do Samba, que inegavelmente, é uma das maiores contribuições que os negros deram, culturalmente falando, a este País.

Sinopse

O G.R.E.S.V. Altaneiros do Samba com seu carnaval, pretende enaltecer este estilo musical, todos os prelúdios do Samba, suas ramificações, a dança, o canto, que juntos o fazem ímpar, como também, expressar a sua autenticidade e pujança, que de forma especial no carnaval, sempre desperta e renova a paixão dos brasileiros, de Norte a Sul do nosso País, quiçá, no Mundo!, pois, o samba hoje é Patrimônio Cultural do Brasil, é considerado, um dos “produtos” genuinamente nacional, que encanta, identifica e orgulha esta Nação.

Senhoras e Senhores,
A Nossa Escola pede licença, para adentrar à passarela.
Neste carnaval, o nosso Cisne é Negro!,
As águas do Lago de nosso pavilhão, pertencem a Oxum,
O nosso sol, dá lugar à lua de Ogum
Recordando a Libertação,
Sambando negros, sinhôs e sinhás,
Requebram sensualmente,
Ao som de vários ritmos e cantos,
Tambores, runs, rumpis, batacotôs e lés,
Rufam juntos no terreiro da Altaneiros
A Jorge Trinta em nosso desfile, se transformará em palco,
Na tela, passará o canto e a dança afro
Uma grande Xirê, A festa dos negros!,
Uma verdadeira ópera negra virtual!,
Onde faremos merecida homenagem à Raça Negra
E ao Samba, que deslumbra a muitos, mundo afora
Viva o negro! Viva o Samba! Viva o carnaval!

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